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Exclusivo: Após recomendação do Ministério Público, Cisco pleneja realizar concurso público ainda este ano

Após orientação do Ministério Público, o Presidente do Cisco, Genivaldo Tembório, anunciou na manhã desta quinta-feira (24) que está organizando um processo seletivo ou concurso público para preenchimento de cargos no Consórcio Intermunicipal de Saúde do Cariri Ocidental (Cisco) ainda este ano.

Genivaldo, que também é prefeito da Prata, esteve reunido hoje com sua equipe jurídica e de contabilidade para definir um melhor caminho para o preenchimento dos cargos da entidade. O edital do certame deverá ser lançado em no máximo 60 dias.

O  Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça de Sumé, havia recomendado que o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Cariri Ocidental (Cisco) não realizasse contratações irregulares e promovesse, no prazo de até 60 dias, a abertura de edital para concurso público, visando ao preenchimento de cargos na entidade.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Cariri Ocidental (Cisco) é formado pelas cidades de Amparo, Boa Vista, Cabaceiras, Camalaú, Caraúbas, Congo, Coxixola, Gurjão, Livramento, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Pocinhos, Prata, Queimadas, São Domingos do Cariri, São João do Cariri, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé e Zabelê.

A recomendação do MP foi assinada no último dia 8 de julho pelo promotor de Justiça José Leonardo Clementino Pinto, com base em auditória do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB).

Segundo o documento, a Constituição Federal estabelece que o ingresso no serviço público deve ocorrer por meio de concurso, sendo a contratação temporária permitida apenas em casos de necessidade excepcional, devidamente justificada e dentro dos parâmetros legais. O MP reforça que a prática de contratações reiteradas sem esse respaldo pode configurar ato de improbidade administrativa.

Além da recomendação de abrir concurso público, o Consórcio deve, em até 15 dias úteis, informar ao Ministério Público se acata ou não as medidas sugeridas. O órgão também alerta que o descumprimento da recomendação poderá resultar em responsabilizações administrativas, cíveis e criminais, inclusive como prova de má-fé ou dolo em ações futuras.

Redação do blog com Portal Correio

Clóvis Gaião

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