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Com movimento de Efraim, oposição na Paraíba se divide e revela disputa silenciosa com Pedro

Se por um lado a articulação do senador Efraim Filho (União Brasil) com o PL e a base bolsonarista avançou, por outro, ela acirrou as divisões dentro da oposição paraibana em especial com o aliado Pedro Cunha Lima (PSD) que mantém sua pré-candidatura num contexto mais desafiador.

A movimentação revela que a Paraíba poderá ter, no mínimo, quatro candidaturas ao governo do Estado: duas oriundas da base governista e duas da oposição — além do PSOL, que tradicionalmente disputa com candidatura própria.

O que antes parecia ser um desafio apenas para o governador João Azevêdo, com três nomes disputando espaço na base aliada (Lucas , Cícero e Adriano), agora se complica também no campo oposicionista.

Com a entrada de Efraim no jogo, fica evidente que a oposição também estará fragmentada, com Pedro Cunha Lima buscando ocupar um espaço ao centro, enquanto Efraim se posiciona mais claramente na direita. Nesse xadrez, Pedro conta com apoio do Senador Veneziano (MDB) e do peso político dos Cunha Lima e Efraim aposta no crescimento e no voto do Bolsonarismo.

Na base governista, seja Lucas, Cícero ou Adriano, também correm pelo centro, ora pela centro-direita, ora pela centro esquerda, mas com sinais de apoio à reeleição do presidente Lula. Nesse cenário, o governador João Azevêdo terá um papel estratégico e decisivo para manter a unidade do grupo, especialmente considerando o peso de partidos como Progressistas e Republicanos, que serão fundamentais nesse processo de construção da chapa majoritária. Todas as forças políticas também estarão “de olho” na disputa presidencial.

Clóvis Gaião

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