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CPMI do INSS convoca paraibanos que presidiram órgão para depor sobre fraudes em aposentadorias

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) aprovou, nesta terça-feira (26), a convocação dos ministros da Previdência e presidentes dos INSS no período entre 2015 e 2025 – indicados, portanto, pelos governos Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

Na lista dos depoentes está o ex-deputado federal pela Paraíba, Leonardo Gadelha (Podemos) ex-, presidente do INSS (2016-2017) durante o governo de Michel Temer e Leonardo Rolim, ex -presidente do INSS e Secretário da Previdência Social do governo Jair Bosonaro, Leonardo Rolim.

O plano de trabalho do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) também vai ouvir outros investigados e testemunhas.

A CPMI também ouvirá:

  • presidentes de 41 entidades que firmaram acordos de cooperação técnica com o INSS para desconto de mensalidades associativas diretamente na folha de pagamento dos benefícios;
  • diretores de Benefícios do INSS e presidentes da Dataprev, empresa estatal responsável pelo processamento da folha; e
  • representantes de órgãos que já investigam os descontos, como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU).

“Esse recorte busca a segurança jurídica, a proporcionalidade e a celeridade, uma vez que investigações sem limite temporal podem gerar incertezas”, disse Alfredo Gaspar. O plano original dele foi ajustado após um acordo entre parlamentares.

A CPMI terá prazo inicial de 180 dias para concluir os trabalhos, interrompido a contagem durante o recesso parlamentar. Segundo Alfredo Gaspar, o relatório deverá ser concluído em março de 2026, a partir de seis eixos de investigação:

  • mapeamento das irregularidades e como ocorreram;
  • identificação e responsabilização dos envolvidos;
  • apuração do total de vítimas e dos impactos no erário;
  • caminho do dinheiro desviado, visando reparação;
  • falhas institucionais ou de mecanismos de controle; e
  • medidas preventivas e alternativas legislativas.

A CPMI do INSS é formada por 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes. “Pretendemos realizar um trabalho ao mesmo tempo extenso e ágil”, comentou o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) foi eleito vice-presidente nesta quarta-feira (27), em votação simbólica. “Não importa se quem cometeu crimes é da direita ou da esquerda, cabe a nós investigar e garantir a punição”, disse ele.

Depoimentos previstos
Ex-presidentes do INSS relacionados no plano de trabalho:

  • Lindolfo Neto de Oliveira Sales (2012-2015)
  • Elisete Berchiol da Silva Iwai (2015-2016)
  • Leonardo de Melo Gadelha (2016-2017)
  • Francisco Paulo Soares Lopes (2017-2018)
  • Edison Antônio Costa Britto Garcia (2018)
  • Renato Rodrigues Vieira (2019-2020)
  • Leonardo José Rolim Guimarães (2020-2021)
  • Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano (2022)
  • Glauco André Fonseca Wamburg (2023)
  • Alessandro Antonio Stefanutto (2023-2025)

Ex-ministros da Previdência citados pelo relator Alfredo Gaspar:

  • Carlos Eduardo Gabas (2010-2011 e 2015)
  • Carlos Roberto Lupi (2023-2025)
  • José Carlos Oliveira (2022)

Obs.: o ex-secretário da Previdência do Ministério da Fazenda na gestão Temer Marcelo Abi-Ramia Caetano também foi chamado

Redação com Agência Câmara de Notícias

Clóvis Gaião

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