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STF vem agindo com parcialidade ou Bolsonaristas querem promover enfraquecimento institucional do País?

As recentes declarações de Bolsonaristas sobre as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reacendem uma discussão essencial: o Judiciário brasileiro tem atuado com parcialidade no caso da suposta tentativa de golpe de estado promovida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ou os aliados de Bolsonaro querem o enfraquecimento institucional do país?

O argumento de “viés político” nas decisões que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, é levantado pelos aliados do ex-presidente que será julgado pelo STF por tentativa de golpe e por fomentar os atos de depredação e ataque as sedes da presidência e do STF no 8 de janeiro. O julgamento de Bolsonaro e aliados no STF no dia 2 de janeiro será fundamental para elucidar com base no código penal as denúncias feitas pelo Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República.

Enquanto isso, Bolsonaro segue monitorado e cumprindo medidas cautelares como uso da tornozeleira eletrônica e a prisão domiciliar como previstas em lei, e a sua utilização é justificada pelo descumprimento das medidas judiciais. Postura interpretada por setores da sociedade como excessivas ou seletivas, boa parte deles, contudo, mas que já foi aplaudida quando o alvo era Luiz Inácio Lula da Silva.  

Me recordo que o próprio Lula foi condenado e preso pelo ex-juiz Sérgio Moro que como ficou marcado na história excedeu flagrantemente os preceitos constitucionais em conluio como procurador federal e deputado federal cassado Deltan Dallaghol. Inclusive o presidente Lula chegou a ficar preso em regime fechado por quase dois anos e foi solto, após sucessivas anulações nas instâncias superiores da Justiça. E registre-se, saiu mais forte e com popularidade para retornar no voto a presidência da República.

O STF, como guardião da Constituição, deve ser firme, mas também transparente e equilibrado. E como tal tem a prerrogativa de julgar e, se for o caso, absolver os réus e corrigir injustiças.

A judicialização da política e a politização da Justiça são fenômenos nocivos ao país. Mas quando líderes e parlamentares atacam frontalmente ministros do Supremo utilizando a imunidade parlamentar, o risco é de enfraquecimento institucional — e quem perde é a democracia. Não é salutar um judiciário frouxo e nem um judiciário ativista.  

Maquiavel, em O Príncipe, descreveu que “um governante prudente deve apoiar-se em instituições sólidas, porque apenas com elas o poder se torna estável”. Quando líderes enfraquecem o Estado para transformá-lo em extensão de sua própria vontade, não estão construindo governabilidade, mas fragilizando o alicerce que garante sua permanência.

O Brasil vive um momento em que o debate público está contaminado por paixões e polarizações em busca de uma anistia a quem atentou e continua atentando contra a Pátria. É legítimo questionar decisões judiciais, mas é igualmente necessário preservar o respeito entre os poderes.

E diante de um embate perigoso e de flagrante interferência política e econômica do presidente dos Estados Unidos ao Brasil precisamos de Poderes fortes, equilibrados e soberanos para essa travessia. Não é fácil enfrentar a tirania do presidente norte-americano, mas se faz necessário quando abala nossa soberania.

“O Brasil oferece aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática”, destaca a manchete da reportagem da revista The Economist onde afirma que “os EUA estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários, com Donald Trump”. 

O STF e o governo Federal, portanto, estão buscando cumprir seus papéis pela preservação do estado democrático e da nossa soberania. Uma lição de amadurecimento democrático para o mundo.   Afinal, o Brasil é dos brasileiros!

Por Clóvis Gaião

Clóvis Gaião

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