Ao contrário da denúncia do deputado estadual Tovar Cunha Lima de que o governo do Estado havia retirado obras de arte do Museu de Arte Assis Chateaubriand em Campina Grande para o museu de História da Paraíba, a Secretaria de Cultura do Estado esclareceu que firmou um convênio com a FURNE para utilização das obras por um período de três meses em uma mostra sobre o acervo do museu de Campina Grande. O convênio inclusive foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).
O acordo prevê a cessão temporária de 10 obras do acervo do MAAC para compor a exposição de inauguração do Museu de História da Paraíba. Entre essas obras, estão justamente as que Tovar e ativistas citaram: “Perna de Pau”, de Cândido Portinari, e “Jesus”, de Pedro Américo. A autorização foi concedida pelo Ministério Público do Estado e pelo Conselho Diretor da Furne, afastando qualquer sombra de irregularidade.”
O Secretário de Cultura do Estado, Pedro Santos, disse que o mínimo que se espera de um parlamentar no uso da tribuna é responsabilidade. E, segundo ele, nesse aspecto, o deputado foi bastante infeliz porque não seu deu ao trabalho de verificar junto à FURNE, que é a proprietária do acervo, as condições da parceria que permitiu o empréstimo das obras de arte. “Se tivesse tido a responsabilidade de se informar, teria compreendido que há regras, condições, prazos estabelecidos e formas de transporte específicas das obras de arte”, ressaltou.
Seja por ignorância ou má-fé, o deputado Tovar no afã de criar uma cizania entre João Pessoa e Campina Grande propaga uma desinformação em relação a uma parceria que divulga o rico arcevo do Museu de Artes Assis Chateaubriand e que beneficia também a população paraibana, estudantes e turista que terão acesso a obras consagradas ao visitarem o Museu da História da Paraíba.
A iniciativa do governador João Azevêdo de revitalizar o Palácio da Redenção e oferecer a Paraíba um grande museu que preseva a história do Estado e o patrimônio cultural foi fundamental. Um diferencial em relação a outros governos, incluisive de grupos políticos de familiares de Tovar. Aliás, diga-se de paisagem, como mostram as imagens, é um museu belissimo que abre às portas do Palácio da Redenção, espaço antes restrito a governantes e políticos, para o povo da Paraíba e para o mundo. E Viva a Paraíba e sua história, pois de Cachoeira dos Ìndios à Cabedelo somos um só povo e um só Estado.


