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Cida reage a críticas de Ricardo Coutinho e diz que papel de petista é “fortalecer o partido”

 A presidente estadual do PT na Paraíba, Cida Ramos reagiu nesta terça-feira (7) às críticas feitas pelo ex-governador e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT) contra a decisão da legenda de integrar a aliança que apoia a pré-candidatura de Lucas RIbeiro (PP) ao Governo do Estado nas eleições de outubro. A deputada defendeu a posição do partido e afirmou que divergências internas são legítimas, mas não podem servir para enfraquecer a sigla.

Ao comentar as declarações do ex-governador, Cida afirmou que Ricardo tem o direito de discordar da estratégia adotada pela direção estadual, mas ressaltou que a responsabilidade de uma liderança política é fortalecer o partido. “Se existe divergência por parte de alguém que não concordou desde o início com a aliança, é um direito que ele tem, agora não tem o direito de diminuir o partido. A tarefa de um ex-governador e de um candidato a deputado federal é fortalecer partido e não diminuir partido”, declarou durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM.

As críticas de Ricardo Coutinho se dão após o PT decidir por ampla maioria apoio à pré-candidatura de Lucas Ribeiro. O ex-governador afirmou que a escolha enfraquece os quadros políticos da legenda e defendeu que o partido passe por um processo de reestruturação e amadurecimento, além de voltar a discutir a construção de um projeto próprio para o Estado.

A decisão do PT foi formalizada em abril, durante reunião do Diretório Estadual, que aprovou uma resolução consolidando o apoio à candidatura de Lucas Ribeiro. No documento, a legenda justifica a aliança como parte da estratégia de preservar políticas públicas alinhadas ao projeto nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A resolução também estabelece que o apoio às candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado Federal está condicionado ao compromisso de defesa da candidatura de Lula à Presidência da República. Nesse contexto o partido apoiaria João Azevêdo, Venezino e Nabor, já que os três votam em Lula. Além disso, prevê a participação do PT na elaboração do programa de governo, com propostas voltadas à implementação, no âmbito estadual, das diretrizes defendidas nacionalmente pelo partido.

Redação com Fonte 83

Clóvis Gaião

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