
Algumas ausências foram notadas nesta segunda-feira (11), durante a inauguração do complexo Aluízio Campos, em Campina Grande pelo presidente Jair Bolsonaro. A primeira visita de Bolsonaro à Paraíba após ser eleito contou com as ausências da bancada federal ligada a Bolsonaro como o deputado federal Julian Lemos (PSL), o deputado Aguinaldo Ribeiro e o deputado Wellington Roberto (PR), todos com base política em Campina Grande, a deputada Edna Henrique (PSDB) e Wilson Santiago (PTB).
Dentre os deputados federais compareceram Damião Feliciano (PDT), acompanhando a sua esposa, a vice-governadora Lígia Feliciano, Efraim Filho (DEM), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Ruy Carneiro (PSDB), além da senadora Daniella Ribeiro (PP) e do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que junto com Bolsonaro, foi o mais ovacionado durante a solenidade.
A “claque” convidada pela prefeitura de Campina Grande, na maioria formada por cargos comissionados, foi escalada para vaiar a vice-governadora Lígia Feliciano e aplaudir o ex-senador Cássio, derrotado nas eleições de 2018. Um forte esquema de segurança também foi montado para protejer o presidente da república e demais autoridades federais.
A demonstração é que apesar da obra ter sido iniciada em 2014 pela então presidente Dilma e ter continuidade no governo do ex-presidente Michel Temer, a tropa “bolsonarista” e o atual prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues buscam politizá-la de olho nas eleições municipais do próximo ano.
Certamente uma obra de alto impacto social do programa Minha Casa Minha Vida, que em respeito à história política do país deveria ter sido creditada também aos últimos presidentes, independente da cor partidária, mas ai é exigir de mais de um governo federal com baixa nota no quesito democracia. E como finalizou o próprio presidente em seu discurso “Iruu”!

