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Butantan suspende envase da CoronaVac pela segunda vez por falta de insumo da vacina

Após declarações polêmicas do ministro paulo Guedes e do Deputado Flávio Bolsonaro contra a China, o Butantan suspendeu nesta quinta-feira (6) o envase da vacina CoronaVac por conta da falta de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), a matéria-prima do imunizante. É a segunda vez que o procedimento é paralisado por conta de atrasos no recebimento.

O Instituto é parceiro da Sinovac, laboratório Chines responsável pela etapa final de produção da vacina, que consiste em envase, rotulagem e testes de qualidade.

Os atrasos e recorrentes adiamentos de prazo são vistos pelo instituto como uma consequência das declarações feitas pelo governo federal à China, fornecedor do insumo.

Na manhã desta quinta (6), o diretor do Butantan, Dimas Covas, disse que houve uma redução na previsão de recebimento de matéria-prima da vacina e atribuiu o problema à “falta de alinhamento” do governo federal

“Espero que o ministro das relações exteriores cumpra seu papel e atue o mais breve possível e com êxito para que tenhamos a liberação desses insumos em Pequim para que o instituto Butantan possa retomar a produção da vacina aqui em São Paulo”, disse Dimas.

Segundo o Butantan, o setor responsável pelo envase da CoronaVac está ativo, mas passou a processar apenas doses da vacina contra a gripe.Na quarta (6), o Instituto Butantan disse que solicitou à Sinovac 6 mil litros do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), para produzir aproximadamente 10 milhões de doses. Metade desse montante, porém, corresponde ao lote que deveria ter sido enviado em abril.

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta, Dimas informou que nos próximos dias chegarão apenas 2 mil litros do insumo.

Com Globo.com

Clóvis Gaião

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