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Opinião: Lula virá à Paraíba e iniciará conversas com lideranças da esquerda a centro direita. Saiba quem

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que iniciará uma maratona de viagens ao Nordeste no mês de junho, terá a possibilidade de estreitar conversas com diversas lideranças visando isolar o atual presidente Jair Bolsonaro na Paraíba.  Estão previstas visitas a lideranças das mais variadas matrizes ideológicas como o atual governador João Azevêdo (Cidadania), o senador Veneziano Vital (MDB) o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) e o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV).

Todos com algo em comum ao PT: a oposição ao governo Jair Bolsonaro uma premissa que abre possibilidade da formação de um grande palanque eleitoral para Lula na Paraíba em 2022. Em entrevista ao blog do Jornal da Paraíba nesta segunda-feira (31), o presidente do PT na Paraíba, Jackson Macedo, admitiu que a lista de lideranças a serem visitadas pode aumentar e que as conversas serão mesmo com pessoas que estejam sintonizadas com o projeto nacional do PT, mas que estejam “interessados em devolver o brasil aos brasileiros. “Temos que construir uma grande aliança política para derrotar Bolsonaro”, enfatizou.

De acordo com Jackson Macedo, “o presidente Lula tem que construir uma agenda que amplie esse horizonte no sentido de a gente construir uma grande unidade social em defesa da democracia brasileira. “Não necessariamente isso é uma aliança nacional, mas uma aliança em defesa do país”, defendeu.

Na Paraíba se observa que os aliados de Bolsonaro têm ficado mais restrito ao grupo liderado pelo ex-prefeito e atual prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD) e Bruno Cunha Lima (PSD), além de lideranças satélites como os deputados federais Wellington Roberto (PL), os deputados estaduais Cabo Gilberto (sem partido) e o presidente do PTB na Paraíba, Nilvan Ferreira, que assumem a bandeira Bolsonarista na Paraíba.  Outros como os deputados federais Hugo Mota (PRB) e Efraim Filho (DEM), apesar de governistas, mantém um apoio mais discreto ao presidente em terras paraibanas.

É claro que a formação de um amplo palanque pró Lula diante das questões locais não é uma tarefa fácil. Existem obstáculos que só mesmo o Lula experiente das eleições de 2002 será capaz de construir: unindo partidos de esquerda, centro e até centro direita. A Bolsonaro sobra a tinta da caneta Bic e a grana dos auxílios emergenciais para formar um palanque forte diante da queda na popularidade, tanto nas redes sociais quanto nos cantos e recantos do país.

Clóvis Gaião

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