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Atos pró Bolsonaro agravam crise política e econômica e podem acelerar impeachment

Partidos políticos reagiram aos atos promovidos pelos Bolsonarista com viés anti-democráticos do domingo, 7 de setembro. O fato do presidente Jair Bolsonaro proferir em discursos ameaças a ministros do STF e avisar que não aceitará as decisões contrárias vindas da Suprema Corte soou como ameaça de golpe de Estado.

O MDB, o Cidadania, o PSB, partidos da base governista como o PSD, o PSL e até mesmo o moderado PSDB, emitiram nota de repúdio e ataques à democracia. O efeito colateral para Bolsonaro pode se transformar em uma abertura de impeachment com apoio de partidos de centro e parte da centro-direita.

O próprio presidente do Senado Rodrigo Pacheco suspendeu as sessão de quarta e quinta-feira (9) em reação ao clima belicoso provocado pelos Bolsonaristas em Brasília. Pelo menos 7 tentativas de invasão ao STF foram empreendidas e coibidas pelas forças de segurança do Distrito Federal.

As reações sinalizam um isolamento institucional de Bolsonaro diante da sua incapacidade de governar e do aprofundamento dos problemas econômicos e sociais do país como a fome, a inflação, desemprego e ausência de investimentos públicos. Por outro lado, demonstra que os seus seguidores de viés conservador, elitista e até anti-democráticos são fiés e dispostos a tudo para garantir à reeleição do “mito”.

Bolsonaro, apesar de mostrar a força dos seus seguidores, pode ter dado um tiro no próprio pé ao confrontar o STF e agravar uma crise institucional que parece não ter fim. O mercado financeiro também reaje negativamente com baixa de quase 2%, até as 12h desta quarta-feira (8).

O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, terá que agir, não poderá fugir de sua prerrogativa e dever de colocar em pauta o pedido de impeachmant, após Bolsonaro cometer crime de responsabilidade ao incitar população contra o judiciário. Outros pedidos entopem as gavetas da Câmara Federal como demora na compra de vacinas, prevaricação, crime contra saúde pública da população, diante dos supostos casos de corrupção no Ministério da Saúde.

Esse é o saldo do 7 de setembro que começou verde amarelo, mas acorda com uma quarta-feira de cinzas diante da atual realidade do nosso Brasil.

Clóvis Gaião

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