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Na Paraíba, Ministro da Saúde tenta colocar na conta dos governadores ineficiência do governo Bolsonaro na contratação de vacinas

Com um cinismo deslavado, o ministro da Saúde, o paraibano Marcelo Queiroga,  , atacou os governadores do Nordeste no evento de inauguração do trecho do projeto de Integração do Rio São Francisco, no município de São José de Piranhas, no Sertão do Estado. Querendo esconder a prerrogativa legal do Ministério da Saúde de implementar a política nacional de saúde e vacinar a população, quis jogar a conta da demora na vacinação dos brasileiros para os governadores do Consórcio Nordeste. Uma conta alta cujo atraso na contratação das vacinas e tratativas suspeitas no próprio ministério da Saúde para contratação escusas, enquanto milhares de brasileiros morriam todos os dias a espera da vacina.   

 O Doutor, fiel seguidor do mito,  disse que o consórcio dos governadores prometeu comprar vacinas contra Covid-19, mas que não fez. “No passado, um consórcio de governadores disseram que iam trazer vacinas… Quantas vacinas eles trouxeram? Nenhuma. Todas as vacinas foram trazidas pelo governo do presidente Bolsonaro. E as vacinas só tem um dono, o povo do Brasil . O governo do presidente Bolsonaro é um governo conservador, o que isso significa dizer, compromisso com os investimentos e probidade administrativa. Não há denúncias de corrupção com nenhum dos seus ministros”, disse em alto e bom som.

Um discurso de quem quer politizar uma questão séria para agradar seu chefe, o presidente Bolsonaro, mas que esconde um pacote de maldades como as dificuldades geradas para a autorização da vacina russa que vinha sendo negociada pelo Consórcio do Nordeste para complementar e acelerar a vacinação que iniciou de forma tardia no Brasil.. e, que se fosse tratada de forma responsável pelo presidente e seu fiel escudeiro de jaleco branco, poderia ter sido iniciada pelo menos 40 dias antes, o que teria minimizado uma parcela considerável dos mais de 600 mil brasileiros mortos vítimas da Covid. 

Sem falar na lista extensa de outros crimes imputados ao presidente na CPI da Covid,  como crime de epidemia com resultado de morte ;infração a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime;falsificação de documentos particulares; charlatanismo; prevaricação; crime contra a humanidade; e crime de responsabilidade.  Diante de tudo isso, o descontrole da economia, a inflação galopante, a falta de políticas públicas, tenho cada vez mais a certeza de quão está desgastado e sem rumo o governo Bolsonaro.  

Clóvis Gaião

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