
O PSDB irá se reunir neste domingo com a presença do ex-senador Cássio Cunha Lima, hoje radicado em Brasília, para pôr em prática o “plano P”. Na manga, Cássio apresentará o seu filho, o deputado federal Pedro Cunha Lima como nome do PSDB para disputa ao governo do Estado em 2022. O partido corre contra o tempo, após a desistência do ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD) de disputar o Palácio da Redenção, que, aliás, se aproxima a cada dia mais do governador João Azevêdo (Cidadania).
Tanto Cássio quanto Pedro são figuras que circulam pouco nos municípios paraibanos, e respiram o ar seco de Brasília. Sem o apoio do prefeito da Capital, Cícero Lucena, e aliados históricos como Romero, Ludgério e Eva Gouveia, eles apostam no apoio de Bruno Cunha Lima. É a alternativa que mais agrada ao tucanato paraibano e de aliados como o deputado federal Wellington Roberto (PL), que tenta emplacar o seu filho, Bruno Roberto como candidato a Senador. Pedro terá cerca de 11 meses para tentar estadualizar o seu nome.
Outra “pedra no sapado” de Pedro será o apoio da bancada Bolsonarista na Paraíba, que também procura um candidato a governador para chamar de seu e defendem o ministro Marcelo Queiroga para o Senado. Cabo Gilberto e Walber Virgulino reagiram a postura dúbia de Pedro quanto ao apoio ao presidente Bolsonaro, ora apoiando e ora criticando, mesmo com o cunhado na direção da Sudene e não aceitariam apoiar outro presidenciável que não seja o “mito”. Resumo da ópera: a peleja será grande até o final do ano.

