Em reunião nesta terça-feira (1º), a Executiva do Cidadania rachou e não chegou a maioria sobre nenhuma das hipóteses de federação discutidas internamente. O partido tem propostas para formar esse tipo de aliança –inédita no sistema partidário brasileiro e com duração obrigatória de quatro anos– tanto com o PSDB quanto com o Podemos, siglas dos pré-candidatos a presidente João Doria (SP) e Sergio Moro (PR).
Uma nova reunião no dia 15 de fevereiro vai decidir sobre a federação com o PSDB, com o Podemos e até com o próprio PDT, do presidenciável Ciro Gomes, que colocaria no mesmo palanque três candidatos a presidente da 3º via.
Na sinalização pró-aliança com os tucanos, defendida pelo presidente do partido, Roberto Freire, foram dez votos a favor, dez contrários e uma abstenção –o ex-senador Cristovam Buarque se absteve em todas as deliberações, alegando ser contrário a esse tipo de aliança.
A votação da aliança com o Podemos, que tem apoio do líder do partido na Câmara, Alex Manente (SP), foram nove votos favoráveis, 11 contrários e uma abstenção. No caso do PDT, foram apenas sete votos a favor.
Como nenhuma das hipóteses formou maioria na Executiva, ficou decidido que o diretório nacional vai votar sobre cada uma das alternativas de federação em 15 de fevereiro. Há uma tendência favorável à aliança com o PSDB, já que São Paulo e Pernambuco, que tem participação proporcionalmente importante no quórum de votantes, defendem essa federação.
Entretanto, 12 diretórios estaduais, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba –estado do único governador da legenda, João Azevêdo– se posicionaram contra a aliança com os tucanos por questões ideológicas ou de disputas regionais.
Os presidentes dos 12 diretórios emitiram uma nota pública em que diz “Reiteramos nosso apoio à pré-candidatura do senador Alessandro Vieira (SE) à Presidência da República pelo Cidadania e a disposição de dar continuidade aos entendimentos com o Podemos e PDT com objetivo de construir uma federação de partidos”.
Com CNN Brasil

