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País registra onda de ataques as manifestações pró-Lula nas universidades públicas

O clima de acirramento entre os defensores da campanha do presidente Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) tem se intensificado nas universidades públicas em todo o país. Após o tenebroso incêndio ao campus da UFPE com prejuízo financeiro de mais de R$ 100 milhões e perdas de pesquisas irreparáveis com suspeita de ação criminosa, novos atos chegaram a UFCG em Campina Grande e também na Universidade Federal de Sergipe.

Estudantes da UFCG em Campina Grande denunciaram que grupo ligado a extrema-direira invadiram à universidade e arrancaram cartazes contra Flávio Bolsonaro, gerando confusão com denúcias de estudantes e de professor do curso de Arte e Mídia de terem cometido injuria racial contra uma estudante negra. A confusão ocasionou a chegada da Polícia Militar e a detenção de três homens, sendo um estudante que foi algemado, e os dois homens bolsonaristas encaminhados à delegacia para prestarem deppoimento.

De acordo com Decisão do STF (ADPF 548): O Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade que a liberdade de expressão, o livre pensamento e a circulação de ideias políticas são garantidos no ambiente universitário. A Corte proibiu censura a debates, assembleias ou manifestações dentro das instituições de ensino.

Mesmo assim grupos de apoiadores da família Bolsonaro em todo o Brasil tem invadido universidades para coagir estudantes, em alguns casos, se utilizando de violência contra alunos e até professores. Uma manifestação de estudantes em apoio ao presidente Lula na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, foi interrompida na noite de quinta-feira (8 de outubro após um homem armado chegar em um carro com adesivos de Flávio Bolsonaro e efetuar disparos para o alto.

As universidades públicas são espaços de livre pensamento e debate político e não pode ser vítima de ataques recorrentes, inclusive por parte de vereadores bolsonaristas de Campina Grande como ocorreu nesta quinta-feira (8).

Nesta sexta-feira a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) divulgou nota pública para rebater declarações feitas pelo vereador Chico do Sindicato,na Câmara Municipal de Campina Grande, que questionou a contribuição da UEPB para o município. As declarações provocaram revolta a estudantes, professores e a reitoria que se posicionou.

Assinada pela reitora Célia Regina Diniz e pela vice-reitora Ivonildes da Silva Fonseca, a manifestação destaca da Universidade nas áreas de educação, saúde, pesquisa, inovação, cultura e extensão, além de reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento de Campina Grande e da Paraíba ao longo de seis décadas.

“A UEPB respeita o direito de agentes públicos manifestarem suas opiniões e exercerem o contraditório. Ao mesmo tempo, considera importante apresentar informações objetivas sobre a atuação de uma instituição pública com 60 anos de uma história que está profundamente integrada à vida do povo paraibano, contribuindo diariamente para o desenvolvimento socioeconômico da cidade de Campina Grande, da Paraíba e do Brasil”.

Clóvis Gaião

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