
Após a degola no PTB da Paraíba que destituiu o deputado federal Wilson Santiago do comando da legenda crescem as especulações sobre qual legenda o parlamentar ingressará junto com várias outras lideranças estaduais e municipais. Os primeiros sinais são de que Wilson Santiago e o deputado estadual Wilson Filho deverão ingressar em um partido da base do governador João Azevêdo podendo ser o Cidadania, o Podemos ou até mesmo o PSL com o convite formalizado pelo deputado federal Julian Lemos.
O papelão do presidente nacional da legenda, Roberto Jeferson, que destituiu todos os dirigentes partidários dos Estados que voltaram contra os interesses do presidente Jair Bolsonaro implodindo o partido na Paraíba Pernambuco. Na Paraíba, por exemplo, o PTB figura no hall das maiores legendas do Estado em termos de representatividade com um deputado federal, dois deputados estaduais, seis prefeitos, 12 vice-prefeitos e 72 vereadores.
É verdade que se tornou comum em ano pré-eleitoral ocorrerem intervenções em partidos, principalmente nos nanicos, mas realmente surpreende quando o partido tem uma estrutura média e os Santiagos gozavam de prestígio junto a nacional há um bom tempo, até quando, claro, algum interesse contrariasse o “mito” como foi no caso do projeto de Lei do Ativismo no Judiciário que acabou sendo rejeitado na CCJ da Câmara por apenas um voto. Em nota divulgada à imprensa, Wilson Santiago reagiu à decisão: “o presidente nacional do PTB tenta impor posições que desrespeitam os poderes e a política como instrumento de construção social. Seu alinhamento político ao Presidente Bolsonaro não pode transformar o PTB em filial de grupos extremistas e antidemocráticos”.
O PTB terá que se reestruturar após a saída das atuais lideranças e certamente poderá receber o próprio Presidente Bolsonaro e os bolsonaristas que correm desesperadamente atrás de uma legenda onde tenham o comando para o pleito de 2022. Não se surpreendam se o partido venha a cair no colo de alguma liderança bolsonarista emergente, a exemplo de Nilvan Ferreira, Walber Virgulino ou Cabo Gilberto, mesmo com suas posições políticas bem distantes da cartilha trabalhista.
Trocando em miúdos, os Santiagos terão que correr para encontrarem uma legenda, mesmo que não tenham o comando, mas que assegure a reeleição de Wilson Santiago e Wilson Filho e acomode os interesses do deputado estadual Doda de Tião. É como se diz o ditado: Há males que vem para o bem, já que agora as lideranças poderão se desgarrar do projeto Bolsonarista que sofre com a alta rejeição, principalmente em terras tabajaras. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos da novela da crise dos trabalhistas.
