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Enquanto PT da PB “paquera” Veneziano e Lígia, pré-candidatura de Luciano Cartaxo perde força

Na mesma intensidade que as aparições públicas da vice-governadora e pré-candidata ao governo, Lígia Feliciano (PDT) e os movimentos de aproximação dos Feliciano ao PT se intensificam, também chama a atenção a inercia da candidatura ao governo do ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV).

Longe dos holofotes, Luciano Cartaxo só observa a paquera do PT com a vice-governadora e com o senador Veneziano Vital (MDB), que também sinaliza candidatura ao Palácio da Redenção. Esta semana foi grande a movimentação em Brasília e São Paulo de lideranças paraibanas, incluindo o governador João Azevêdo (Cidadania) e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) articulando com as lideranças nacionais.

Mas Cartaxo, que se colocou como candidato a governador desde o ano passado, demonstra pouco apetite para a disputa majoritária e que deve mesmo acabar tentando uma cadeira para Câmara Federal junto com nomes como Frei Anastácio, Luiz Couto e até mesmo Damião Feliciano, que caminha para se filiar ao PT.  Não será uma disputa fácil para nenhum deles. O clima de incertezas do Cartaxo, inclusive reflete na sua indefinição partidária, se vai realmente voltar para as fileiras do partido que ele mesmo rejeitou em outrora, mas que hoje representa expectativa de poder no plano nacional com Lula e uma possibilidade de retorno a vida pública.

Durante visita ontem de Lígia e do deputado federal Damião Feliciano ao ex-presidente Lula o próprio presidente do PT na Paraíba, Jackson Macedo, destacou que existe uma convergência entre o PT e o PDT e que no momento certo o partido discutirá sobre o apoio ao candidato ou candidata ao governador. Na mesa estão os nomes de Veneziano Vital, Lígia Feliciano e Luciano Cartaxo. Nessa caminhada o PT precisa também convencer sua militância, já que marcha dividido, e os únicos deputados da legenda como o deputado federal Frei Anastácio e o estadual Anísio Maia defendem e integram a base de apoio de João Azevêdo.

No plano Nacional, todos os partidos aguardam as definições sobre a formação das federações partidárias, uma deslas envolvendo inclusive o PT, PSB e PC do B, até lá, as conversas e articulações se intensificam, mas sem definições. O momento é de incertezas.   

Clóvis Gaião

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