Em agenda com lideranças políticas e dos movimentos sociais em João Pessoa na noite desta quarta-feira (22), o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos defendeu a aprovação urgente da PEC que acaba com a jornada 6 por 1 em tramitação no Congresso Nacional.
Para Boulos, a estratégia do presidente Lula de mandar a matéria para o Congresso em regime de urgência surtiu efeito com a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas é preciso que o governo fique alerta para evitar pegadinhas como a criação de uma regra de transição de 5 anos que vem sendo articulada pela bancada de oposição.
“É o básico. Ninguém está pedindo demais. Está pedindo ter tempo para viver. Todo trabalhador brasileiro precisa de tempo para ficar com a sua família, cuidar dos seus filhos; tempo para lazer. Tempo inclusive para fazer um curso e se qualificar mais para o trabalho. É uma pauta do Brasil; do trabalhador, encampada pelo presidente Lula.”, acrescentou.
Segundo ele, dar celeridade à tramitação é algo necessário porque impede a estratégia adotada por parlamentares bolsonaristas, de adiar o debate para depois do período eleitoral. “Vamos lutar para que essa PEC seja aprovada antes de 90 dias
Sem perdas salariais
Boulos defendeu os três pilares da PEC como os dois dias de descanso semanal, a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e sem redução de salário.

