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Governo Lula bate recorde histórico de PPPs, superando Bolsonaro e FHC, mas não se viu críticas de Veneziano e Cícero

A PPP que prevê cerca de R$ 3 bilhões em investimentos para ampliar o esgotamento sanitário em 85 municípios da Paraíba trouxe à tona o debate sobre o uso de Parcerias Público-Privadas para viabilizar obras e serviços públicos. No atual governo Lula, esse modelo tem avançado em ritmo recorde no país, especialmente na área de infraestrutura.

O mais contraditório é que políticos Lulistas na Paraíba, a exemplo do senador Veneziano Vital e o ex-governador Ricardo Coutinho, não fizeram uma crítica sequer ao modelo de contratação. Também não se ouviu do ex-prefeito Cícero Lucena e o seu filho, Mersinho Lucena, um questionamento sequer quando o ex-presidente Bolsonaro fez a concessão dos aeroportos de João Pessoa e Campina Grande a AENA.

Levantamento da Folha de S.Paulo mostrou que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao fim de 2025 com o maior volume de concessões de infraestrutura da história do Brasil. Foram 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos, superando os números registrados nos governos de Jair Bolsonaro e Fernando Henrique Cardoso.

O avanço também aparece no setor de PPPs. Segundo levantamento da Radar PPP divulgado pela CNN Brasil, os contratos de Parcerias Público-Privadas assinados no primeiro semestre de 2025 somaram R$ 82 bilhões em investimentos. No período, foram registradas 232 novas iniciativas, 104 editais publicados e 66 contratos assinados em diferentes áreas.

A estratégia é defendida dentro do próprio governo federal. O Ministério da Fazenda informou que trabalha pela modernização das leis de concessões e PPPs, com o objetivo de ampliar a segurança jurídica dos contratos e fortalecer esse tipo de instrumento para novos investimentos.

Além disso, o Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal completou nove anos com mais de 90 projetos e R$ 220 bilhões em investimentos no país, reunindo iniciativas voltadas à atração de empresas nacionais e internacionais para obras e serviços de infraestrutura.

Clóvis Gaião

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