O governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (Progressistas) rebateu, na noite desta quinta-feira (20), acusações feitas nas redes sociais pelos adversários Efraim Filho e Cícero Lucena e afirmou que a resposta de sua gestão está nas ações adotadas pelas próprias forças de segurança contra o crime organizado. Questionado pela imprensa sobre áudios envolvendo um agente da Polícia Civil, Lucas citou a investigação que levou à prisão do servidor e o fortalecimento da estrutura especializada de repressão às organizações criminosas.
“De nossa parte, o combate ao crime organizado continua firme, e a resposta do nosso governo tem sido muito clara, a exemplo desse cidadão que falou aí no áudio, que foi preso desde maio. O delegado que ele cita também foi preso, resposta dada numa operação da nossa Polícia Civil. O nosso compromisso é combater o crime com firmeza”, afirmou Lucas.
A investigação citada pelo governador foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Dracco). O delegado Braz Morroni e outros agentes foram presos na Operação Perfídus, que apura um suposto esquema de desvio e tráfico de drogas.
Lucas também respondeu diretamente a Efraim Filho, mencionando o caso do suplente do senador, Erick Marinho, investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. A Polícia Federal apontou Marinho como integrante de um núcleo investigado por ocultação patrimonial ligada ao chamado “Careca do INSS”, e o STF impôs medidas cautelares ao suplente de Efraim, como uso de tornozeleira eletrônica.
O governador fez referência ainda ao pagamento, por Marinho, de um boleto de aproximadamente R$ 50 mil de Efraim. O senador confirmou a transação e, à época, afirmou que se tratava de uma dívida pessoal.
Ao responder também às críticas de Cícero Lucena, Lucas mencionou as investigações realizadas durante as eleições municipais de João Pessoa em 2024 sobre suspeitas de interferência de organizações criminosas no processo eleitoral, que culminou com a prisão de Lauremília Lucena, esposa de Cícero e à época primeira-dama da capital paraibana.
Para Lucas, o enfrentamento ao crime organizado deve ser medido pelas ações das instituições. O governador citou como exemplo a nova sede do Dracco, inaugurada no mês passado em João Pessoa. Com cerca de mil metros quadrados e capacidade para aproximadamente 80 policiais, a estrutura concentra cinco unidades especializadas da Polícia Civil, entre elas as áreas de repressão ao crime organizado, entorpecentes e comércio ilegal de armas, além do GOE e do Grupo de Operações com Cães.
“A Dracco, que também foi citada no áudio, ganhou uma nova sede, com mais estrutura para que esse trabalho seja ainda mais fortalecido. O nosso compromisso está claro. As pessoas sabem o que é combater o crime com firmeza”, concluiu Lucas.
