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Prefeitura de Bayeux emite nota sobre citação de secretaria na Operação Feudo

A Prefeitura de Bayeux divulgou, na manhã desta terça-feira (22), nota oficial após a secretária municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar, Ivoneide de Araújo Silva, ser citada no contexto de investigações relacionadas à Operação Feudo. A gestão afirmou ter recebido as informações “com serenidade” e disse confiar no trabalho das instituições responsáveis pela apuração.

No comunicado, a administração municipal ressaltou que os procedimentos devem respeitar o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência. A Prefeitura também criticou o que classificou como tentativa de utilização política de informações que ainda estariam sob investigação.

“A Prefeitura também repudia qualquer tentativa de utilização de um fato dessa natureza com viés político, especialmente quando informações ainda estão sob apuração são utilizadas para promover julgamentos antecipados ou atingir pessoas e a própria administração municipal”, diz a nota.

Operação Feudo

A Operação Feudo foi deflagrada nesta manhã contra uma organização criminosa que expulsou mais de 250 famílias de suas casas em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a investigação, os moradores foram retirados dos imóveis após ameaças e uso de violência armada.

A ação cumpre 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, depois da saída das famílias, os criminosos tomavam os imóveis e retiravam os bens deixados nas casas. De acordo com a investigação, os objetos eram saqueados ou vendidos.

A investigação também identificou a prática de agiotagem com tomada ilegal de imóveis, além de extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias.

A operação busca desarticular a estrutura financeira e a atuação da organização criminosa e recuperar os imóveis tomados das famílias.

A Operação Feudo é realizada pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da 4ª Delegacia Seccional (4ª DSPC), da UNINTELPOL e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Clóvis Gaião

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